Dinheiro Vivo: 'Jovens e 73 oradores (incluindo Mário Centeno) debatem a Europa em Monsaraz'

Dinheiro Vivo: 'Jovens e 73 oradores (incluindo Mário Centeno) debatem a Europa em Monsaraz'

  • Segunda-feira, 26 de Agosto de 2019

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O evento é uma iniciativa da representação da Comissão Europeia em Portugal, vai juntar 40 jovens e 73 oradores para debaterem a Europa, durante os próximos quatro dias, em Monsaraz. "Parar, escutar e olhar” para a Europa é o que propõe a iniciativa, que começa na terça-feira e se prolonga até sexta-feira e que conta com o apoio da Câmara Municipal de Monsaraz.

Orientada preferencialmente para estudantes de jornalismo, ciências da comunicação, ciência política ou relações internacionais, entre os 18 e os 30 anos, a iniciativa recebeu 160 candidatos, dos quais foram selecionados 40.

Essas candidaturas “são analisadas ao pormenor, no sentido não de quem gosta mais da Europa, mas de quem é que, pelo seu percurso, quer vir falar sobre Europa connosco”, explica à Lusa Raquel Patrício Gomes, coordenadora do Summer CEmp.

“Não têm que ser propriamente aqueles que já estão convertidos e que andam aí de bandeira da Europa na mão, mas têm que ser aqueles que põem perguntas que são válidas e pertinentes, estejam ou não em linha com o trabalho que nós desenvolvemos. Nisso assumimos o maior pluralismo e a maior heterogeneidade possível”, assinala.

A ideia do Summer CEmp surgiu porque a equipa da representação da Comissão Europeia em Portugal quis “estar mais onde os jovens estão”, recorda. O conceito evoluiu e fixou-se em levar a Europa “onde é pouco provável, para o interior do país”, acrescenta a chefe da equipa de imprensa da representação da Comissão Europeia em Portugal.

“É errado achar que o Summer CEmp é um evento para miúdos que são euroconvertidos. Primeiro, não são miúdos euroconvertidos, temos participantes de todas as origens, do país todo, (…) com opções políticas muito díspares, com experiências muito diferentes, uns na área política, outros na área social, humanitária, até artística. (….) É um grupo heterogéneo”, realça.

 

Durante quatro dias, os participantes têm a “possibilidade de ter acesso direto àqueles que são os protagonistas” em várias áreas.

O programa da terceira edição, que acontece na vila medieval de Monsaraz (o evento começou na aldeia de Monsanto e depois na vila de Marvão), abre com uma sessão com o ministro das Finanças e presidente do Eurogrupo, Mário Centeno, intitulada “A Europa vista por Portugal”.

Entre os oradores estão dois comissários europeus, o português Carlos Moedas e o britânico Julian King (que, se o ‘Brexit’ se efetivar, será o último comissário britânico), os eurodeputados Marisa Matias, Lídia Pereira e Francisco Guerreiro, dois ministros (Mário Centeno e Tiago Brandão Rodrigues, da Educação) e uma secretária de Estado (Ana Paula Zacarias, dos Assuntos Europeus), os deputados Pedro Mota Soares e Duarte Marques, o chefe da Casa Civil do Presidente da República, Fernando Frutuoso de Melo, o embaixador da União Europeia junto das Nações Unidas, João Vale de Almeida, a diretora do Escritório do Fundo das Nações Unidas para a População em Genebra, Mónica Ferro, o Alto-comissário para as Migrações, Pedro Calado, a cientista Elvira Fortunato e a artista Kátia Guerreiro, que vai cantar o hino da Europa em conjunto com o Grupo de Cante Alentejano de Monsaraz.

O destaque da programação “vai para a heterogeneidade”; escolhe Raquel Patrício Gomes. “Podemos ter o presidente do Eurogrupo, mas depois vamos buscar a Beatriz Silva, que tem 19 anos e que passa o fim de semana a limpar praias em Portugal, que opera numa associação que é a Ocean Hope e que é uma ativista naquilo que é a poluição das praias”, exemplifica. “Não vamos só buscar os grandes nomes da política, vamos também buscar aqueles que são exemplo e que nas suas comunidades causam impacto”, destaca.

“Há tanta gente boa a beneficiar das coisas boas da Europa, a fazer boa política da Europa, (…) a escrever em bom sobre a Europa, que não tinha sentido que essas pessoas não estivessem todas juntas, num contexto onde pudessem debater o futuro da Europa, de uma forma mais informal do que é normal e, portanto, também um bocadinho de forma mais progressiva. O evento não se esgota ali”, considera Raquel Patrício Gomes.

Disponível aqui.


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